O circuito mais curto tinha uma linha, uma porta H e um medidor. Inicializado em |0⟩, produzia aproximadamente metade 0 e metade 1 em muitos shots. A distribuição conferia módulo, mas não provava sozinha coerência; uma mistura igual faria o mesmo.
Lia acrescentou outro H antes da medida. O resultado ideal tornou-se sempre 0. Esse segundo circuito verificava que as amplitudes conservaram fase entre as portas. No hardware, resultados 1 mediriam uma combinação de erros de preparação, porta, decoerência e leitura.
David Deutsch formulou em 1985 um computador quântico universal e relacionou computação às leis físicas. Em 1989, redes computacionais quânticas consolidaram a descrição por portas e conexões, permitindo compor operações locais em circuitos maiores.
Tomás distinguiu universalidade de velocidade universal. Um conjunto de portas pode aproximar qualquer unitária com precisão arbitrária, mas o circuito necessário pode ser enorme. Computador quântico universal não acelera automaticamente todo programa clássico.
Feynman enfatizara a simulação de sistemas físicos; Deutsch procurara um modelo geral de computação. As duas rotas encontravam-se no circuito: representar estados, aplicar evolução controlada e medir observáveis que respondam a uma pergunta.
No laboratório visual da Quantical, Lia poderia arrastar H para uma linha, escolher shots e observar amplitudes antes da medida e contagens depois. A simulação clássica mostraria exatamente o vetor para poucos qubits; um dispositivo físico não oferece essa visão privilegiada sem tomografia.
O primeiro circuito permaneceu aceso e uma segunda linha apareceu abaixo. Para fazer mais que uma moeda coerente, as linhas precisariam emaranhar-se. O próximo capítulo começaria com uma mensagem que parecia viajar sem percurso e terminaria provando por que dois bits clássicos ainda eram indispensáveis.