Tomás tentou adivinhar se Lia já medira. Seu qubit C continuava com matriz I/2 quando os resultados eram desconhecidos. Nenhuma base, tomografia local ou estratégia adaptativa distinguia ‘ainda não mediu’ de ‘mediu e não contou’.
Os quatro estados corrigíveis apareciam com probabilidades iguais. Ao fazer a média sem o rótulo, os termos que carregavam α, β e fase se cancelavam na descrição local. Isso era o teorema de não sinalização em ação dentro do protocolo.
Lia não podia escolher m₁m₂. A medida de Bell entregava resultados aleatórios. Se pudesse selecionar 00 ou 01 à vontade, Tomás distinguiria correções e receberia um sinal; a regra de Born bloqueava esse controle.
A distribuição prévia do emaranhamento também não enviava o estado futuro. O par podia esperar anos e ser usado para qualquer |ψ⟩. O canal quântico estabelecia o recurso, mas a identidade da entrada só se tornava recuperável quando os bits atravessavam o canal clássico.
Tomás desenhou um cone de luz ao redor do envio dos bits. A recuperação operacional ficava dentro dele. Atualizações matemáticas condicionais podiam ser escritas instantaneamente em um caderno, porém nenhuma observação local verificava o estado correto antes da informação causal.
A frase ‘teleportação instantânea’ era portanto falsa mesmo no protocolo ideal. Distância não altera a álgebra, mas latência clássica fixa o tempo mínimo para usar o estado. Perdas e memórias acrescentam atrasos reais.
Antes dos bits, C era ruído maximamente misto para Tomás. Depois, a mesma peça tornava-se |ψ⟩ por uma correção conhecida. O recado clássico não carregava amplitudes, mas desbloqueava a correlação que as preservara.