Depois das portas, Lia mediu. Para |ψ⟩=α|0⟩+β|1⟩, apareceu um bit clássico. O estado condicionado tornou-se o autoestado correspondente para medições projetivas ideais, e repetir imediatamente na mesma base devolveu o mesmo resultado.
Uma execução não revelou α e β. Para estimar |α|², era preciso preparar o mesmo estado muitas vezes e contar frequências. Para obter fase relativa, era preciso repetir em outras bases. Tomografia cresce rapidamente com o número de qubits e não é etapa final eficiente de um algoritmo grande.
Tomás definiu shots como repetições independentes do mesmo circuito idealizado. Mil shots não eram mil leituras do mesmo qubit sem perturbação; eram mil preparações e execuções. Deriva temporal pode fazê-los não idênticos no hardware real.
Medir apenas um qubit de um estado emaranhado atualizava as previsões condicionais dos demais. Sem comunicar o resultado, a matriz reduzida distante mantinha as mesmas estatísticas. Circuitos podiam usar o bit medido para controle clássico posterior, mas esse feed-forward tinha latência física.
A compressão era intencional. Algoritmos úteis não tentam recuperar o vetor completo de 2^n amplitudes. Projetam uma medição cuja distribuição responde à pergunta — período, item marcado, energia ou paridade — com número administrável de amostras.
Lia separou erro de amostragem de erro do dispositivo. Mesmo circuito perfeito produz flutuações binomiais quando a probabilidade não é zero ou um. Ruído de porta, leitura e relaxação adiciona viés. Intervalos de confiança precisam refletir ambos conforme o protocolo.
O estado desapareceu atrás de um zero nesta execução, mas o programa não falhara. A medida era a interface estreita entre um espaço de amplitudes e um registro clássico. Programar bem significava garantir que a propriedade desejada sobrevivesse a essa compressão.