Sumário
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Salvando leitura…
Matrizes unitárias preservavam norma e produtos internos

Portas precisavam ser reversíveis

Qubits, bases e a esfera de Bloch

Uma porta quântica fechada era representada por matriz unitária U, satisfazendo U†U=I. A condição preservava norma, probabilidades totais e sobreposições entre estados. Seu inverso era U†; informação não desaparecia durante a evolução ideal.

A porta X trocava |0⟩ e |1⟩, uma rotação de π em torno de x até fase global. Z preservava os rótulos e mudava o sinal de |1⟩. Y combinava inversão e fases imaginárias. Nenhuma delas era apenas um interruptor elétrico comum.

Hadamard levava |0⟩ a |+⟩ e |1⟩ a |−⟩. Aplicá-la duas vezes devolvia o estado inicial. Lia viu que H não era botão de aleatoriedade: em |0⟩ seguido de medida produz meio a meio, mas H–H produz 0 com certeza se a coerência foi preservada.

As portas S e T aplicavam fases π/2 e π/4 ao componente |1⟩. Em uma medida Z imediata nada mudava, mas interferência posterior convertia essas fases em contagens. T, combinada a portas de Clifford como H e S e a uma porta de dois qubits, integra conjuntos universais aproximados.

Tomás distinguiu reversibilidade lógica de implementação sem perdas. A matriz ideal é unitária, mas pulsos de controle dissipam energia, eletrônica aquece e qubits interagem com o ambiente. O circuito abstrato não calcula sozinho o custo termodinâmico do laboratório.

Medição não era uma porta unitária no qubit isolado. Ela correlacionava o sistema a um registrador e depois entregava um resultado clássico condicionado. Simuladores podem usar amostragem para imitar essa etapa, mas portas antes dela evoluem todas as amplitudes coerentemente.

As matrizes formaram um teclado. Lia entendeu por que programação quântica parecia álgebra linear executável: cada instrução precisava transformar o espaço inteiro de estados sem destruir sua geometria, até o momento planejado de extrair informação.

Fontes desta página

  1. David Deutsch (1985). Quantum Theory, the Church–Turing Principle and the Universal Quantum Computer.Proceedings of the Royal Society A, 400, 97–117. Formula um modelo de computador quântico universal e investiga como as leis quânticas ampliam o modelo físico de computação.
  2. David Deutsch (1989). Quantum Computational Networks.Proceedings of the Royal Society A, 425, 73–90. Desenvolve redes quânticas compostas por portas e conexões e estabelece princípios de universalidade para circuitos computacionais quânticos.
  3. Richard P. Feynman (1982). Simulating Physics with Computers.International Journal of Theoretical Physics, 21, 467–488. Argumenta que simular sistemas quânticos gerais em máquinas clássicas exige recursos difíceis e propõe dispositivos computacionais governados por mecânica quântica.