O Arquivo tentou numerar os mundos e falhou. Uma função de onda contínua pode decompor-se em bases diferentes, e interações ambientais nunca produzem ortogonalidade absolutamente perfeita. Ramos úteis são estruturas aproximadas selecionadas por estabilidade e registros redundantes.
A base do ponteiro resolvia parte da ambiguidade. Se o ambiente monitorava posição, pacotes localizados preservavam forma enquanto superposições distantes perdiam coerência local. Histórias de aparelhos, pessoas e cadernos tornavam-se padrões quase independentes por escalas de tempo enormes.
Lia perguntou por que deveria esperar resultado com peso |a|² se todos os ramos ocorrem. Contar ramos não funciona, porque a ramificação não tem granularidade única. Programas everettianos procuram justificar a regra de Born por racionalidade de decisão, simetrias ou medidas típicas; a suficiência dessas derivações continua debatida.
Também havia incerteza antes de uma medida. Um agente que sabe que haverá descendentes em ramos diferentes pode atribuir credências sobre qual registro experimentará relativamente. A teoria precisa conectar essa incerteza centrada no agente à medida quadrática, sem introduzi-la apenas por definição.
Tomás recusou a imagem de universos surgindo com energia duplicada numa máquina. Energia é calculada pelo estado e Hamiltoniano globais; ramificação é decomposição efetiva de padrões, não clonagem clássica de matéria por uma tesoura externa. Ainda assim, a ontologia do estado universal é extensa.
Violações de Bell não exigem sinais entre ramos. A função de onda conjunta já é não separável, e resultados relativos exibem as correlações quânticas. A localidade da dinâmica em teoria de campos e a estrutura não local do estado precisam ser distinguidas com cuidado.
Os ramos perderam números e ganharam estabilidade. Lia aceitou que uma emergência aproximada pode ser física, como ondas e temperaturas, mas anotou a dívida: explicar por que essa aproximação sustenta exatamente a experiência probabilística registrada.