Em 1957, Hugh Everett III publicou a formulação de estado relativo. Ele propôs tratar aparelhos e observadores dentro da mesma mecânica quântica, sem postular um processo separado de colapso. A função de onda do conjunto evoluiria sempre pela dinâmica linear.
Lia repetiu a pré-medição: (a|+⟩+b|−⟩)|pronto⟩ evoluiu para a|+⟩|acima⟩+b|−⟩|abaixo⟩. Em vez de escolher um termo, a interpretação lê cada estado do sistema relativamente ao registro correlacionado do aparelho.
Para o registro acima, o spin é +; para o registro abaixo, é −. Nenhum observador em um ramo acessa uma experiência ambígua de dois ponteiros sobrepostos. A estrutura de correlações contém cópias do registro com memórias consistentes dentro de cada componente decoerente.
O termo ‘muitos mundos’ tornou-se popular depois e cobre desenvolvimentos que não são idênticos ao artigo curto de Everett. Mundos não aparecem como variável fundamental enumerada na equação. Em abordagens modernas, padrões aproximadamente autônomos emergem quando decoerência impede interferência observável entre ramos macroscópicos.
Tomás marcou a vantagem: uma única dinâmica universal, sem fronteira especial entre microscópico e aparelho. Marcou também o custo: todos os componentes relevantes permanecem na descrição. É preciso explicar com precisão o que conta como ramo e por que um agente deve usar pesos de Born para incerteza.
A analogia de uma estrada que se bifurca ajudava, mas terminava porque ramos quânticos podem interferir antes da decoerência e não possuem necessariamente um instante único ou uma contagem discreta. A decomposição robusta depende da interação com o ambiente e de aproximações.
Lia encontrou um único resultado relativo ao seu registro, sem apagar os demais termos do estado global. A porta de Everett trocava o problema do colapso por problemas de emergência de ramos, probabilidade e identidade através da ramificação.