Lia marcou todas as emissões e viu que a maioria não terminava em dois cliques úteis. Acoplamento, transmissão, absorção e eficiência do detector removiam eventos. Se a probabilidade de detecção dependesse de λ e da configuração, a subamostra observada poderia parecer mais correlacionada que o conjunto total.
A hipótese de amostragem justa dizia que os eventos detectados representavam adequadamente os perdidos para o teste em questão. Ela era razoável em muitos aparatos, mas Bell permite justamente adversários hipotéticos. Uma brecha lógica precisa ser fechada por eficiência e protocolo, não apenas por confiança no fabricante.
Detectar um lado e perder o outro também exigia uma regra de resultado. Desigualdades modernas podem incluir explicitamente não detecções e estabelecer limiares de eficiência. Aumentar a qualidade do estado ajuda, porque ruído e perda juntos reduzem a região de violação.
Sistemas materiais, como íons e spins, oferecem leitura local quase perfeita, mas são difíceis de separar e emaranhar rapidamente. Fótons viajam bem e se separam com facilidade, mas historicamente eram difíceis de detectar com alta eficiência. Fechar duas brechas ao mesmo tempo exigia combinar vantagens incompatíveis.
Tomás apresentou a estratégia event-ready. Um sinal independente anuncia que o emaranhamento distante foi estabelecido antes de escolher as bases, definindo uma tentativa mesmo se os resultados posteriores forem inconvenientes. Isso reduz a liberdade de selecionar eventos após conhecer os cliques.
Memória entre tentativas também podia ser incorporada ao adversário estatístico. Em vez de supor ensaios independentes e idênticos, análises calculavam limites de hipótese nula que continuavam válidos quando dispositivos ajustavam comportamento segundo o passado.
Os fótons ausentes deixaram de ser espaço vazio na planilha. Cada perda era uma saída física que o teste precisava contabilizar. Quando eficiência, localidade e escolha fossem tratadas juntas, a longa noite se aproximaria do ensaio sem as principais brechas.