Em Innsbruck, Gregor Weihs e colaboradores separaram observadores, usaram troca ultrarrápida e aleatória de configurações e registraram dados independentemente. O artigo de 1998 descreveu uma violação forte sob condições estritas de localidade einsteiniana.
Fótons emaranhados seguiam por fibras para estações distantes. Geradores locais escolhiam configurações em intervalos curtos, e a geometria fazia as escolhas e detecções relevantes ficarem espacialmente separadas. Nenhum sinal à velocidade da luz conectaria as duas decisões a tempo.
Lia conferiu que distância sem relógio não bastava. Um quilômetro pode ser causalmente curto se o aparelho espera milissegundos antes de registrar; poucos metros podem bastar para eventos em nanossegundos. Fechar localidade exige diagrama de espaço-tempo, latências e margens experimentais.
A independência dos registros evitava que uma eletrônica central decidisse coincidências em tempo real usando ambos os lados. Os arquivos eram comparados depois. A violação aparecia somente quando a comunicação comum reunia configurações, resultados e carimbos de tempo.
O experimento implementou de modo mais completo a ideia de comutação de Aspect e fechou a brecha de localidade sob as hipóteses causais usuais. Ainda assim, a eficiência fotônica permanecia insuficiente para dispensar amostragem justa. Localidade fechada e detecção aberta podiam coexistir.
Tomás evitou a expressão ‘estritamente sem qualquer hipótese’. Até uma análise de cones de luz usa modelos sobre localização dos eventos e propagação causal; geradores aleatórios têm história física. Ciência não remove premissas, torna-as explícitas e pressiona alternativas cada vez mais artificiais.
As duas estações escolheram fora do alcance luminoso uma da outra. O padrão conjunto continuou além do limite local. Restava impedir que apenas os fótons mais convenientes chegassem ao caderno.