Sumário
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Salvando leitura…
O mesmo orbital espacial aceitava spins opostos, não estados completos iguais

Dois no mesmo quarto

Pauli, férmions e a tabela periódica

Lia colocou dois elétrons no orbital 1s e esperou o determinante sumir. Ele permaneceu. Um ocupava o spin-orbital 1s↑; o outro, 1s↓. Compartilhavam a mesma função espacial, mas seus estados completos de uma partícula eram ortogonais pelo spin.

Para dois elétrons no mesmo orbital espacial, a parte espacial do estado era simétrica sob troca. A parte de spin precisava ser antissimétrica: o singlete (|↑↓⟩−|↓↑⟩)/√2. O produto total recuperava o sinal negativo exigido para férmions.

Não havia um elétron permanentemente ‘para cima’ e outro ‘para baixo’ com etiquetas. No singlete, a expressão antissimetrizada correlacionava os resultados. Medir um eixo produzia valores opostos, mas trocar os rótulos não revelava indivíduos escondidos.

Se os spins formassem um estado triplete simétrico, a parte espacial precisaria ser antissimétrica. Ela se anularia quando as coordenadas espaciais coincidissem, afastando a densidade conjunta do mesmo ponto e alterando a energia de troca.

Tomás derivou a capacidade de um orbital espacial: dois elétrons, um para cada estado independente de spin numa base. A frase escolar era correta quando ‘orbital’ significava a mesma função espacial, mas errada se omitisse que exclusão se aplica ao estado quântico completo.

Em átomos pesados, acoplamento spin–órbita torna menos adequada a separação simples entre orbital e spin. Estados de uma partícula podem ser rotulados por momento angular total. O princípio permanece, embora a linguagem ↑ e ↓ em um orbital fixo seja aproximação.

Os dois elétrons ocuparam o quarto sem adquirir camas individuais. Sua função conjunta dizia como as medições se correlacionariam. Lia percebeu que capacidade dois não era uma tolerância especial da regra de Pauli; era a contagem de dois spin-orbitais distintos sobre a mesma forma espacial.

Fontes desta página

  1. Wolfgang Pauli (1925). Über den Zusammenhang des Abschlusses der Elektronengruppen im Atom mit der Komplexstruktur der Spektren.Zeitschrift für Physik, 31, 765–783. Introduz o princípio de exclusão para relacionar o fechamento de grupos eletrônicos à estrutura complexa dos espectros atômicos.
  2. Wolfgang Pauli (1927). Zur Quantenmechanik des magnetischen Elektrons.Zeitschrift für Physik, 43, 601–623. Formula a mecânica do elétron magnético com duas amplitudes e projeções intrínsecas +ħ/2 e −ħ/2 numa direção escolhida.
  3. John C. Slater (1929). The Theory of Complex Spectra.Physical Review, 34, 1293–1322. Introduz a forma determinantal prática para construir funções de onda antissimétricas de muitos elétrons.