Deutsch–Jozsa mostrara interferência sob uma promessa; Grover oferecera ganho quadrático ótimo em consultas; Shor encontrara tempo polinomial para problemas sem algoritmo clássico conhecido comparável. Nenhum deles dizia que computadores quânticos vencem em tudo.
O impacto criptográfico de Shor atingia fatoração e logaritmo discreto usados em sistemas de chave pública quando máquinas tolerantes a falhas fossem grandes o bastante. Criptografia simétrica sofre redução quadrática genérica por Grover e pode compensar com chaves maiores; os detalhes dependem do modelo de ataque.
Lia distinguiu ameaça futura de quebra instantânea atual. Recursos lógicos exigem muitos qubits físicos corrigidos, portas e tempo. Ainda assim, migrar criptografia leva anos e dados cifrados podem ser armazenados hoje para ataque posterior; planejamento não deve esperar a máquina pronta.
Tomás voltou à régua. Contagens de qubits físicos, taxa de erro, compilação, conectividade e volume de código determinariam a estrada. Algoritmos assintóticos eram mapas indispensáveis, mas não asfalto.
O ganho também podia desaparecer se carregar dados, preparar estados ou obter precisão custasse mais que a parte acelerada. Afirmações de vantagem precisam incluir o pipeline ponta a ponta e a melhor alternativa clássica atualizada.
Uma rajada de ruído atravessou o circuito e apagou os picos de Fourier. Lia viu a última barreira: amplitudes úteis eram delicadas, e algoritmos longos precisavam detectar e corrigir erros sem medir a informação lógica diretamente.
O atalho terminava diante de uma estrada quebrada. O último capítulo construiria redundância sem clonagem, síndromes sem revelar o estado e portas que continuassem corretas mesmo quando componentes falhassem.