Os núcleos oscilaram ao redor da distância de equilíbrio. Perto do mínimo, a curva de energia parecia uma parábola e o movimento lembrava um oscilador harmônico. Seus níveis vibracionais eram separados aproximadamente por ħω.
Mesmo no nível mais baixo, a energia vibracional era ħω/2. Posicionar os núcleos exatamente no mínimo com momento zero violaria a estrutura quântica. A molécula tinha distribuição de comprimentos de ligação, não uma vareta rígida de medida perfeita.
Anarmonicidade aparecia quando a amplitude crescia. Níveis aproximavam-se perto da dissociação, e a curva real era mais rasa do lado de separação. Absorção infravermelha e espectroscopia Raman sondavam vibrações sob regras de seleção diferentes.
Trocar um isótopo mudava a massa reduzida e, portanto, a frequência. Ligações eletrônicas quase iguais podiam produzir espectros vibracionais distintos. Esse deslocamento permitia identificar moléculas e acompanhar mecanismos de reação.
Tomás girou a molécula. Rotação também era quantizada e acoplava-se à vibração. Espectros rovibracionais traziam linhas finas que revelavam comprimentos, massas e superfícies de energia com precisão muito maior que qualquer desenho de bolas e varetas.
Em moléculas poliatômicas, modos normais combinavam movimentos de muitos núcleos. Atribuí-los a uma única ligação esticando podia ser aproximação; simetria determinava quais modos interagiam com luz e como se misturavam.
Lia ouviu a cola vibrar. Uma ligação não era estática nem precisava romper num instante clássico. Estados nucleares ocupavam a paisagem eletrônica, tunelavam barreiras em certos casos e transportavam a química pelo ritmo quantizado do conjunto.