Sumário
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Salvando leitura…
Somar amplitudes produzia estados ligante e antiligante

Mais e menos entre núcleos

Como estados compartilhados formam moléculas

Tomás começou pelo íon H₂⁺: dois prótons e um elétron. Duas amplitudes 1s, uma centrada em cada núcleo, podiam ser combinadas com sinais iguais ou opostos. A sobreposição impedia que fossem tratadas como funções ortogonais sem normalização adequada.

Na combinação de mesmo sinal, as amplitudes reforçavam-se na região internuclear. O orbital σg ligante não atribuía o elétron a um núcleo específico; espalhava o estado pela molécula e podia reduzir a energia em uma faixa de distâncias.

Na combinação de sinais opostos, aparecia um nó entre os núcleos. O orbital σu antiligante tinha maior variação espacial e outra distribuição de atração e energia cinética. Ocupá-lo contrariava parte da estabilização do orbital ligante.

Lia pintou uma metade azul e outra vermelha. As cores eram fase, não carga. Na combinação ligante, regiões voltadas uma para a outra tinham o mesmo sinal; na antiligante, sinais opostos cancelavam amplitude no plano médio.

A explicação ‘mais densidade entre núcleos atrai ambos’ era útil, porém incompleta. A energia de ligação depende da reorganização de todos os termos e do teorema virial no estado otimizado. Confinamento, interferência e atração não podem ser isolados numa única fotografia universal.

À separação infinita, combinações simétrica e antissimétrica tornavam-se degeneradas e podiam ser recombinadas em estados localizados. Perto da molécula, a interação separava suas energias. Ligante e antiligante eram estados do conjunto, não cordas independentes.

O elétron único ocupou σg e a curva ganhou um mínimo. Lia viu que uma ligação de um elétron já era possível. A contabilidade simples de pares de Lewis era poderosa para muitas moléculas, mas a mecânica quântica permitia outras ocupações e ordens fracionárias.

Fontes desta página

  1. Robert S. Mulliken (1928). The Assignment of Quantum Numbers for Electrons in Molecules. I.Physical Review, 32, 186–222. Relaciona estados eletrônicos moleculares, espectros e números quânticos, consolidando a linguagem que levaria aos orbitais moleculares.
  2. Linus Pauling (1931). The Nature of the Chemical Bond. II. The One-Electron Bond and the Three-Electron Bond.Journal of the American Chemical Society, 53, 3225–3237. Discute ligações de um e três elétrons e amplia a contabilidade quântica além do par eletrônico convencional.
  3. Max Born e Robert Oppenheimer (1927). Zur Quantentheorie der Molekeln.Annalen der Physik, 389, 457–484. Desenvolve a separação aproximada entre movimento eletrônico rápido e movimento nuclear lento que fundamenta superfícies de energia molecular.